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quarta-feira, novembro 23, 2011

Leonardo na National Gallery

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National Gallery de Londres exibe trabalhos de Leonardo da Vinci.
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Es la exhibición más completa de sus obras menos conocidas por el público: "Leonardo da Vinci, Pintor en la Corte de Milán" abre mañana sus puertas en la National Gallery de Londres para mostrarnos un excepcional conjunto de obras del genio cedidas por numerosas instituciones internacionales. Buena parte de ellas nunca habían podido verse en el Reino Unido.
Numerosas exposiciones han analizado ya las facetas de inventor, dibujante o científico de Leonardo, así que la que ahora se inaugura en la capital británica se centrará en el estudio de las técnicas pictóricas que empleó en la primera etapa de su trayectoria. A partir de la recientemente restaurada Virgen de las Rocas, una de las obras estrella de esta muestra, se estudiará la producción que Leonardo desarrolló al servicio de la corte milanesa de Ludovico Sforza, en las décadas de 1480 y 1490. Tanto en sus retratos como en sus trabajos de temática religiosa, trató de aunar verismo e idealización en pos de una belleza que lograra sobrecoger e intrigar al espectador y que representase a la perfección la figura humana.
Entre los trabajos expuestos encontraremos La Belle Ferronière, cedida por el Louvre; La Madonna Litta, procedente del Hermitage de San Petersburgo, la célebre Dama del Armiño o un San Jerónimo llegado de la Pinacoteca Vaticana, así como las dos versiones que Leonardo realizó de la ya mencionada Virgen de las Rocas. Pertenecen a la National Gallery y al Louvre y es la primera vez que se exhiben juntas al público. Pero no será la única novedad que esta exposición nos traiga, pues su inauguración viene acompañada de la presentación en sociedad de Salvator Mundi, pieza fechada hacia 1500 en torno a cuya autoría, no obstante, existen muchas dudas. Robert Simon, doctor en Historia del Arte de la Universidad de Columbia, cree que su técnica y estilo obedecen sin duda a Da Vinci, pero para otros expertos, como Fernando Marías, no existen pruebas científicas lo suficientemente concluyentes.
La parte final de la muestra estudiará el proceso de ejecución de La última cena a partir de una copia a gran escala de la obra cedida por la Royal Academy y de diversos dibujos preparatorios.
A dama com o arminho - Retrato de Cecília Gallerani, amante de Ludovico
Sforza - Leonardo da Vinci - 1485-1490 - 54 x 40 cm

terça-feira, janeiro 18, 2011

Robert Campin

Estou relendo trechos do livro “Lendo imagens”, de Alberto Manguel. Um bom livro, embora algumas das imagens escolhidas por ele para analisar não tenham – imho – qualidade e importância bastante. Entretanto, a análise dele enriquece o meu conhecimento sobre arte. Peguei esse livro para dar uma olhada de novo pois, em uma das minhas visitas à National Gallery, Londres, encontrei sem querer um dos quadros analisados por Manguel. É a “Virgem e o menino à frente de um guarda-fogo”, feito em torno de 1440 por um discípulo de Robert Campin. Eu gostava do quadro na reprodução do livro e gostava da análise de Manguel – vale a pena lê-la – e fui surpreendido quando me virava para sair de uma sala da NG e me deparei frente a frente com esse quadro. Momento único. A análise que Manguel faz do quadro é um primor. Segue uma imagem do quadro.


sexta-feira, janeiro 14, 2011

Canaletto




(peguei as imagens deste post na internet)

quando estive em london london recentemente, a national gallery estava (e ainda está) apresentando uma exposição de pinturas de canaletto (1697 - 1768).
canaletto foi um pintor que se notabilizou por suas pinturas da paisagem urbana de veneza. as imagens que coloquei acima não se aproximam do que é ver um canaletto de pertinho. é incrível o detalhamento da arquitetura e das pessoas nos quadros dele.
eu já gostava de canaletto antes, de ver nos livros de arte. e já havia visto uns poucos canalettos no louvre. então, não poderia faltar nessa exposição em londres.

só que a national gallery fez a exposição chamando-a de canaletto e seus rivais. entao, cada uma das seis salas mostrava quadros de canaletto e quadros semelhantes de algum dos seus rivais. explique-se canaletto teve tanto sucesso com sua pintura que foi muito imitado - inclusive seus rivais vendiam alguns quadros como se fossem de canaletto.

o que acontece é que em qualquer das salas da exposiçao, a gente vê claramente qual quadro é um canaletto e qual não é. canaletto tem um brilho na sua pintura que a torna inconfundível. e a gente que estava lá só se interessava mais pelos canalettos, claro.

os rivais de canaletto perdem feio dele.

daí que a national gallery convidou o ben johnson que também faz - atualmente - pinturas de paisagens urbanas. cidades como liverpool e zurich já foram retratadas por ben johnson. e ele está trabalhando na national gallery para que a gente comum possa ver o desenvolvimento de um trabalho dele. e há alguns quadros dele expostos lá também.

e o que acontece é que ben johnson perde feio para canaletto. em ben johnson vemos uma pintura técnica, perfeita, sem marca de pincel, sem curiosidade, sem anedotas, sem pessoas. uma pintura absolutamente fria, certamente muito inferior ao trabalho de canaletto.

é isso, canaletto surpreende sempre, em cada janela, em cada barco, em cada gôndola que faz, na representação das multidões, onde cada cabeça tem seus traços executados na pintura. um canaletto tem que se ver de longe e depois de muito perto, para conseguir pegar um pouquinho da magistral execução da pintura.

a seguir, uma imagem de quadro de ben johnson que representa liverpool.