quarta-feira, novembro 16, 2011

segunda-feira, novembro 14, 2011

Cy Twombly (2)

Another very beautiful artwork of Cy Twombly.
.
Quattro Stagioni, Part I, Primavera - 1993-1994
312,5 cm x 190 cm
synthetic polymer paint, oil, house paint, pencil and crayon on canvas
.

sexta-feira, novembro 11, 2011

Cy Twombly (1)

I am fascinated by all works of Cy Twombly.
.
Cy Twombly - Untitled (Peony Blossom Paintings) - 2007
wax crayon, pencil on wood

sábado, outubro 29, 2011

quinta-feira, setembro 22, 2011

quarta-feira, setembro 21, 2011

London Underground

.
London Underground bans Lou Reed and Metallica Album Artwork.


Metrô de Londres bane cartaz de disco de Lou Reed com Metallica

DE SÃO PAULO

O metrô de Londres baniu nesta terça (20) pôsteres do disco "Lulu", aguardada parceria entre o cantor Lou Reed e a banda Metallica, informa o semanário "New Musical Express". Segundo a administração do metrô, o cartaz promocional foi proibido porque seria muito parecido com grafite, estilo de arte urbana. O pôster mostra um manequim sem braços e com o nome do disco, aparentemente, escrito com sangue. "Lulu" será lançado no dia 31 de outubro e traz letras do ex-cantor da banda Velvet Underground inspiradas em peças do dramaturgo Frank Wedekind. Segundo o vocalista do Metallica, James Hetfield, as composições o fizeram chorar.

quarta-feira, setembro 07, 2011

Urban

.
Pintura com corretor líquido sobre fotografia, 18x26cm, 2011, Paulo Rafael.
.

sábado, setembro 03, 2011

O iconoclasta - Silas Martí - Folha de São Paulo


Em 1967, Nelson Leirner mandou um porco empalhado para um salão de arte em Brasília, e o bicho foi aceito pelos críticos como uma obra. Mais de 40 anos depois, o homem que se consagrou como iconoclasta da arte brasileira, com fama de apontar as bizarrices do meio em obras ácidas e irônicas, abre uma retrospectiva em São Paulo sem o malfadado animal. Enquanto o porco viaja para Bruxelas, onde será destaque no festival Europalia, deixa na Galeria de Arte do Sesi sua ausência sintomática, ressaltando os trabalhos que o próprio Leirner considera mais palatáveis ao mercado. "Minha obra continua crítica, mas a crítica não funciona mais", diz Leirner à Folha. "Ela foi engolida, a sociedade aprendeu a consumir o artista. Não tem como criticar sendo consumido. Todos nós viramos marca registrada." No caso, ele sabe que será sempre tachado de "irreverente, irônico e bem humorado". "Mas ninguém pensa que posso estar depri mido, que também tomo remédios todos os dias para dormir." Apesar da derrota do Corinthians no dia anterior à entrevista, Leirner não parecia triste. Ele está consciente e não esconde essa lucidez. "Tudo ficou pasteurizado, e eu tento alertar para isso no meu trabalho, como se dissesse: olhe, sinta", diz ele. "Só que nem eu mesmo sinto nada. Arte hoje é fabricada, tem que ter galeria, mercado e produzir, gerenciar, ser um pequeno industrial." Em 1966, Leirner fundou com Wesley Duke Lee e Geraldo de Barros uma galeria alternativa, a Rex, que tentava expor a insensatez programada do mercado de arte. Teve prejuízo retumbante e acabou com um "happening" em que as obras foram doadas a quem passasse pelo espaço. Agora, o artista conta que divide o que faz entre arte e hobby. Grande obra da mostra que abre na semana que vem, "Hobby" é um conjunto de 3.000 pequenos objetos fabricados por ele em momentos de tédio ou distração, noites vazias em quartos de hotel ou longos voos de avião.É mais uma estocada no seio da arte, meio que ele mesmo aprendeu a moldar a seu favor nos últimos 50 anos. No próximo dia 12, o Instituto Tomie Ohtake destaca essa experiência mostrando obras de Leirner ao lado de trabalhos de seus ex-alunos, como Leda Catunda, Iran do Espírito Santo e Dora Longo Bahia, todos hoje mais do que consagrados no mundinho.

NELSON LEIRNER

QUANDO abre 5/9, às 19h, no Sesi, e 12/9, às 20h, no Tomie Ohtake

ONDE Galeria de Arte do Sesi-SP (av. Paulista, 1.313, tel. 0/xx/11/ 3146-7405) e Instituto Tomie Ohtake (av. Brig. Faria Lima, 201, tel. 0/xx/11/2245-1900

QUANTO grátis

sexta-feira, setembro 02, 2011

Vânia Mignone

A Fuga - 2010 - acrílica sobre mdf - 90x90cm - políptico com 8 partes. 
.
Vânia Mignone nasceu em Campinas, SP (1967). Gostei do trabalho dela que insiste na pintura como forma de contar uma história. Ou seja, é isso que penso que as pinturas dela fazem. E ainda mostram a força da pintura figurativa nesta época de artes que não contam história nenhuma.
.
Ela, Vânia, escreve sobre si mesma:
.
"O que me interessa é a PINTURA. Ver como se perpetua. Presto atenção em como a pintura continua contando segredos. Como mantém seu lugar entre as formas de expressão do mundo contemporâneo, como incorpora novas informações e se apresenta imprescindível. Gosto de quando a pintura deixa transparecer suas qualidades que são únicas: as camadas de tintas sobrepostas, escorridas, o peso da mão do artista. Procuro ser despojada em tudo. O colorido entra no trabalho como uma cor: o vermelho, o amarelo, o branco. As variações cromáticas, é engraçado, me fazem desviar a atenção e por isso as evito. O TRAÇO é preto, direto, delicado. Desenho puro. Contorna as formas, cria espaços com a perspectiva, delimita cores. Nos trabalhos feitos em partes, o que me agrada é a linha que surge, a DIVISÓRIA. Ela quebra o plano, embaralha o espaço e o tempo, transforma a imagem em algo dinâmico, em uma leitura não linear. As FIGURAS que faço são estereótipos. Não é esse homem ou essa mulher com determinadas características. É o homem, a mulher, apenas isso. Assim como uma xícara é uma xícara, uma cadeira é uma cadeira. Funcionam como ícones, simbolizam o que realmente são. As PALAVRAS entram tão naturalmente no trabalho como uma cor ou o desenho de um objeto. A quantidade de sílabas da palavra, sua pronúncia, tudo faz parte. Ela cria, juntamente com a cor e o desenho, uma tensão necessária que parece forçar o trabalho a vazar da parede."
.
O site de Vânia Mignone é este aqui, mas lá as fotos dos trabalhos não são muito boas e não há, também, o tamanho de cada trabalho. Vânia Mignone está expondo na Mercedes Viegas Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro, de 03/09 a 01/10/2011.

quarta-feira, agosto 31, 2011

Ursus Wehrli - A arte da limpeza

Ursus Wehrli é um comediante e artista suíço e, aparentemente, ele tem mania de organização. Em uma outra série de trabalhos (que você pode ver aqui no site moscabranca) ele refez algumas telas famosas, reorganizando-as. O quarto amarelo do nosso amigo Vincent, por exemplo, foi arrumado por Wehrli. As fotografias que seguem abaixo mostram um novo projeto de Wehrli, no qual ele usa sua obsessão de organizar.
.
 

terça-feira, agosto 30, 2011

Néle Azevedo - Zero Grau

.
Gostei do trabalho, penso que comporta muitas interpretações significativas, funciona como vídeo, como fotografia e para quem viu a instalação quando foi feita.
.

sexta-feira, agosto 26, 2011

Florentijn Hofman

.
Florentijn Hofman: big yellow rabbit
Este é o tipo de trabalho que não funciona como obra de arte, para mim. Imho, este tipo de obra se situa no campo da brincadeira, da curiosidade, do interessante, mas não alcança o campo da arte. E, observe-se, não considero o campo da arte como um local sagrado, ou um local que não pode ser abordado com humor. Não é isso. Para mim, o trabalho de arte pode ter humor, mas essencialmente tem que trazer consigo reflexão. É claro que deu um trabalhão para ser feito e é claro que o autor entende como funciona a grana para se fazer arte, mas e daí? Daí nada, não sai coelho.

quinta-feira, agosto 25, 2011

Carlo Mollino




Carlo Mollino
Un Messaggio dalla Camera Oscura
KUNSTHALLE wien project space,
August 31th - September 25th, 2011

Born into a Turin architect and civil engineer's family, Carlo Mollino studied art history and architecture and made a name for himself as a skier, racecar driver and aerobatic pilot, as an author and photo artist. Yet his international renown is primarily based on his work as a designer of furniture and exclusive interiors in the spirit of the gesamtkunstwerk. His organic language of forms was not least inspired by the form of the female body as particularly evidenced by the part of his photographic work he always kept private: over 1,000 Polaroids portraying beauties of Turin's night life in the nude in mise-en-scène settings. The pictures were part of the preparation of his House for the warrior's rest (today: Casa Mollino), a villa in Turin on the Po River.

The presentation will juxtapose furnishings of the villa with a selection of these Polaroids for the first time. It explores the boundaries and bridges between this universal artist's male erotic imagination and his intellectual and artistic attitude.

A project realized in cooperation with the Museo Casa Mollino, Turin.

Curator: Gerald A. Matt

A catalogue will be published on the occasion of the exhibition by Verlag für moderne Kunst Nürnberg, ISBN 978-3-86984-244-8
----------------------------
Carlo Mollino: Interiores exclusivos
Kunsthalle Wien se sumerge en el universo vital del artista italiano

"Carlo Mollino"
KUNSTHALLE WIEN
Museumsplatz 1 A 1070
Viena
Del 31 de agosto al 25 de septiembre de 2011
Todos los días, de 10:00 a 19:00 horas
Martes, hasta las 22:00 horas
Viena, 24/08/2011

Nacido en el seno de una familia turinesa de arquitectos e ingenieros civieles, Carlo Mollino estudió Historia del Arte y Arquitectura y alcanzó fama destacando en las actividades más variopintas: fue esquiador, piloto de carreras y acrobático y fotógrafo. Sin embargo, su gran reconocimiento internacional se debe a su labor como diseñador de muebles inspirados en el lenguaje orgánico de las formas naturales y en el cuerpo femenino.
La Kunsthalle vienesa mostrará, sólo durante un mes (del 31 de agosto al 25 de septiembre), parte de las 1.000 polaroids en las que Mollino retrató a las féminas del Turín nocturno e instantáneas que documentan el proceso de construcción y decoración de la llamada Casa para el descanso del guerrero (en la actualidad Casa Mollino) a orillas del río Po.
Junto a estas imágenes podremos ver en Viena una selección de muebles presentes en esta villa que nos ayudarán a explorar los puentes entre la imaginación erótica presente en las fotografías de Mollino y la intensa intelectualidad que dio lugar a su mobiliario.
Queremos recordar que, en junio de 2005, una mesa de roble y vidrio diseñada por Carlo Mollino en 1949 para la Casa Orengo fue vendida en la casa de subastas Christie's de Nueva York por casi 4 millones de dólares, estableciendo un récord para piezas de mobiliario del siglo XX.

quarta-feira, agosto 24, 2011

Não é arte, imho

Os artistas Rainer Bonk e Berta-Maria Reetz instalaram ovelhas azuis no gramado em frente ao parlamento estadual de Schleswig Holstein (norte da Alemanha).
.
Bom, pra mim (imho) isso aí é no máximo uma brincadeirinha engraçadinha.
.

sábado, agosto 20, 2011

Arte contemporânea

.
Um portão que, imho, é pura arte contemporânea. Se Marepe pegasse esse portão e levasse para Sumpaulo ia ser um sucesso, valeria milhares. Mas se Paulinho Rafael pegar... vixe.
.

segunda-feira, agosto 15, 2011

Itamaraty


A notícia já é quase velha nestes tempos de imediatismo. A notícia é do remoto dia de 4 de agosto, mas ainda interessa.
.
04/08/2011 - 17h44 - Obras de arte adquiridas pelo Itamaraty - SILAS MARTÍ
Folha de São Paulo.
Obras de 16 artistas plásticos brasileiros entram agora para o acervo do Ministério das Relações Exteriores, num investimento total de R$ 150 mil. A compra anunciada hoje encerra um período de quase 30 anos em que o Itamaraty abandonou uma política regular de aquisições. De uma lista de 82 finalistas, antecipada no último sábado pela Folha, uma comissão de curadores brasileiros e estrangeiros escolheu obras em quatro categorias: trabalhos em papel, escultura, fotografia e pintura. Entram para o acervo do ministério obras em papel dos artistas Fabrício Lopez, Carla Chaim, Chiara Banfi e Jarbas Lopes. Entre as esculturas, os premiados são Carlito Carvalhosa, Ana Holck, Laís Myrrha e Galeno. Foram adquiridas também fotografias de Matheus Rocha Pitta, Estela Sokol, Ana Paula Albé e Arnaldo Pappalardo. Na categoria pintura, os selecionados são Marepe, Marcus André, Eduardo Srur e Katie van Scherpenberg. Integraram a comissão julgadora Maria Inez Rodriguez, do Museu Universitário de Arte Contemporânea, do México, Tanya Barson, da Tate Modern, em Londres, Alison Greene, do Museum of Fine Arts, de Houston, Martin Roth, diretor da coleção de artes de Dresden, e os brasileiros Guilherme Bueno, do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, e Rodrigo Moura, do Instituto Inhotim.
.
Abaixo, imagens de quatro das obras adquiridas.
.
Jarbas Lopes
.
Fabricio Lopez
.
Marcus André
.
Carla Chaim

domingo, agosto 14, 2011

Lisa Swerling - Glass Cathedrals


Tem muita gente fazendo esse tipo de trabalho e usando esse mesmo tom, um misto de curiosidade e bom humor. Não sei se estamos concretamente no campo da arte ou do gabinete de curiosidades ou do brinquedo ou do artesanato. Lisa Swerlling nasceu na África do Sul e vive na Califórnia. Ela cria essas cenas em caixas com vidro na frente e chama esses trabalhos de Catedrais de Vidro (Glass Cathedrals). As cenas são compostas com figuras em miniatura pintadas à mão obtidas em estradas de ferro de brinquedo e de modelos para maquetes de arquitetura. De acordo com Lisa, esses trabalhos usam a pequena escala para dar uma visão das limitações da compreensão humana. O site dela é só clicar aqui.
.


sexta-feira, agosto 12, 2011

Sylvie Bonnot

.
Bom, então, encontrei por aí o site de Sylvie Bonnot, gostei do site, branco, limpo. Ela mostra diversas séries de trabalhos, gostei de muitos. Este é um exemplo. (Sem título - Oilbar rouge cadmium de pourpre sur tirage baryté, 125x125cm, St Léger, 2011).
.
O site dela é só clicar aqui.

quarta-feira, agosto 10, 2011

Sarah Illenberger

.
Gostei desse trabalho de Sarah, encontrei no Designboom.
O trabalho se chama: meloncholie, 2010, 40 x 60 cm.

sexta-feira, julho 29, 2011

quarta-feira, julho 27, 2011

População de baixa renda consome arte em São Paulo


MARCIO AQUILES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Santos versus Peñarol, final da Libertadores no Pacaembu, zona oeste de São Paulo. Enquanto isso, no Bar do Zé Batidão, na Chácara Santana (zona sul), Rosilene da Costa Dorea, 38, lê seu poema "Intensidade".
Quem visse a camisa do Pelé autografada, em destaque na parede do bar, jamais imaginaria que, exatamente na hora do jogo, um sarau literário que acontece todas as quartas-feiras acolheria cerca de 300 pessoas assistindo à declamação.
"O Sarau da Cooperifa mudou a minha vida. Eu voltei a estudar e hoje escrevo poesia", diz Dorea.
As opções de acesso à cultura para a população de baixo poder aquisitivo espalham-se pela cidade por meio de eventos gratuitos, que desmistificam a ideia de que essas pessoas não consomem arte.
"Aqui era uma das zonas mais violentas de São Paulo. Estamos prestes a completar dez anos e hoje vem gente de toda parte para participar do nosso sarau", afirma o poeta e idealizador, Sérgio Vaz.
CINEMA EM PERUS
Outro exemplo de difusão cultural é a Comunidade Quilombaque, localizada em Perus (zona norte), bairro com alguns dos piores índices socioeconômicos da cidade.
A Quilombaque oferece cursos de música, artesanato, teatro e literatura, além de organizar festivais como o Mutirão Cultural na Quebrada e o Cinequilombo, promovidos em praça pública.
"Tem gente que sai daqui chorando, porque nunca tinha ido ao cinema", diz o coordenador do projeto, Clebio Ferreira de Souza, 26.
"Com o Cinequilombo, nós temos a ocupação da praça com arte, em vez de consumo de bebidas e drogas", afirma José Soró, 47.
RAP NO CENTRO
Já o ponto de cultura Periferia no Centro, localizado na Vila Buarque, organiza atividades como a Rinha dos MCs, o Sarau do Rap, o Suburbano no Centro e o Samba de Comunidade.
"Aqui não se vende bebida alcoólica, há um banheiro limpo, tem café. Tudo aquilo que nosso povo merece para ter o mínimo de dignidade", diz o músico Criolo, um dos organizadores da rinha - disputa de rappers com rimas improvisadas.
O vencedor da última disputa, Vinícius da Silva Maximino, 21, veio de Diadema, na Grande São Paulo, para participar do evento, que ocorre simultaneamente a oficinas de xadrez.
"Tem gente que fala: 'Puxa, eu odeio rap, mas gostei muito do xadrez'. Queremos que as pessoas levem algo de positivo para suas comunidades", completa Criolo.
Colaboraram LUCAS SAMPAIO, LUCIANO ABE e RAFAEL ZANATTO

quarta-feira, maio 18, 2011

Amsterdam

.
De 20 de maio até 5 de junho, estarei em Amsterdam. Sempre que possível, colocarei algumas fotos da viagem no meu blog Recife Daily Photo. Até a volta.
.

terça-feira, maio 17, 2011

Todd Mclellan

Eu encontrei os trabalhos de Todd Mclellan passeando pela rede. Há várias série de trabalhos em seu site, e estes ele denomina apenas de New Work. Ele desmonta objetos e organiza todas as peças em um tablado branco e faz a fotografia dessa organização. Há no site um slow-motion da execução do trabalho.
.
.

sexta-feira, maio 13, 2011

Inge Jacobsen

Entre outras coisas de arte, essa moça costura em cima de capas de revistas. Eu adorei. Deu até vontade de aprender a fazer ponto de cruz para poder imitar a Inge. Eu encontrei as imagens do trabalho dela no Designboom e depois no próprio site da moça.
.
Links:      
Designboom           Inge Jacobsen
.



domingo, maio 08, 2011

A arte é um ofício - Carlos Heitor Cony - FSP

CARLOS HEITOR CONY
A arte é um ofício 

ÀS VEZES perguntam sobre o que ando escrevendo. Para começar, não ando escrevendo. Quando sou obrigado a escrever, a primeira coisa que faço é não andar: fico parado diante do computador. Há que ganhar o leite das crianças e o meu próprio leite, nada mais do que isso.
Houve tempo em que cheguei a transar com roteiros, mas em ritmo amador, quebrando galhos aqui e ali, a pedido de produtores amigos.
Temos bons profissionais no gênero, gente escolada capaz de manter uma história por meses. Nunca foi o meu caso, meu estro curto e fatigado, embora roteiros de cinema e novelas tenham muitas vezes uma autoria coletiva. Nem sempre o autor é um Moisés que sobe a montanha, enfrenta a sarça ardente e volta com as tábuas da lei. Não é bem assim. A função e o mérito de escrever roteiros geralmente são coletivos -e bota coletivo nisso.
Tudo nasce de uma ideia. Alguns anos atrás, fui apresentado a Robert Wise. Ele estava dando uma entrevista a propósito de dois de seus sucessos, "The Sound of Music" e "West Side Story".
Perguntaram-lhe o que era mais importante num filme, e ele respondeu: "A ideia". O resto era resto. E contou uma historinha que revela como as coisas se passam num grande estúdio.
O produtor acorda e telefona para um banqueiro: "Você topa financiar um filme com Penélope Cruz no papel de carcereira de uma prisão de mulheres lésbicas? Uma delas é a Natalie Portman. O projeto vai custar US$ 120 milhões". O banqueiro topou.
Em seguida, o produtor liga para Penélope Cruz e Natalie Portman, que haviam pedido US$ 1 milhão para fazer qualquer filme. O produtor foi direto: "Vocês topam fazer um filme em que Penélope é carcereira e Natalia é uma das lésbicas encarceradas? Dois milhões para cada uma!".
As duas engasgaram, mas toparam. O produtor então telefona para seu assistente: "Tá tudo arranjado, já contratei Penélope Cruz e Natalie Portman por US$ 2 milhões cada uma, elas ficaram entusiasmadas. Agora, arranje um idiota que escreva esta história por US$ 5.000".
Pode parecer piada, mas as coisas funcionam assim mesmo. Um filme, uma produção teatral ou uma telenovela é um empreendimento econômico-cultural que exige um colegiado para tomar as decisões finais. Federico Fellini, que contagia com sua personalidade tudo o que faz, mesmo em seus filmes mais "pessoais" trabalhou com seis a oito roteiristas, entre os quais ele próprio.
Ingmar Bergman desde a mocidade montava a "A Flauta Mágica" nos teatros provincianos da Suécia. Sua estreia profissional foi em Estocolmo, no teatro Real, montando justamente a ópera de Mozart.
Depois foi fazer filmes, personalíssimos também, e já na virada dos 60 anos, decidiu filmar a ópera mozartiana. Está lá nos créditos do filme: são seis roteiristas (entre os quais o próprio Bergman) que trabalharam um roteiro velho de quase 200 anos, julgado em dois séculos como uma das mais fascinantes histórias do palco.
Pouco a pouco -é bom que se diga- começa a mudar essa mentalidade autoral. A telenovela -como o roteiro cinematográfico- é obra coletiva, de muitas cabeças e mãos, mais as mãos do que as cabeças.
Revi outro dia, na televisão, "The Big Sleep", um filmezinho meio idiota, com Humphrey Bogart no papel do detetive Marlowe. Os jornais noticiavam que o roteiro era de William Faulkner e fui conferir. Era. Só que havia mais três roteiristas ao lado de Faulkner. E, na certa, o que há de melhor no filme (o diálogo) não é de Faulkner: é exemplarmente antifaulkneriano.
O exemplo basta. William Faulkner foi um dos maiores romancistas do século 20, o maior fabulador do seu tempo. Proust, Joyce e Kafka foram mais espetaculares, mas a capacidade de criar, inventar a fábula (essência e função do romancista), teve nele a sua maior expressão.
Antes mesmo de ganhar o Nobel, Faulkner experimentou Hollywood, fez dois ou três roteiros que resultaram em filmes medíocres.
Na televisão, Faulkner teria de ser reescrito por cinco, seis roteiristas do ofício -gente humilde, que ganha pouco, mas pode transformar os versos do deputado Tiririca em sucesso e prêmio da Academia. 

sexta-feira, maio 06, 2011

Desenho

.
Desenho, Paulo Rafael, 20110502, esferográfica e corretor de textos sobre envelope de papel madeira, 20x28 cm, 2011.
.

quinta-feira, maio 05, 2011

Gato fotógrafo


Gato 'tira fotos' do cotidiano com câmera no pescoço.
O gato Cooper, de 5 anos, tornou-se um "fotógrafo" conhecido graças a um experimento de seus donos. Com uma câmera automática, ajustada para disparar a cada 2 minutos, Cooper registra tudo o que vê durante o dia. As imagens mostram outros animais que Cooper encontra nas ruas, seus esconderijos favoritos e os lugares explorados pelo gato na vizinhança de sua casa, em Seattle, nos Estados Unidos.
Michael e Deirdre Cross, os donos do animal, dizem que a ideia os ajudou a conhecer melhor o dia a dia e as necessidades do gato. Segundo Michael, a ideia começou como um "experimento geográfico" para que o casal pudesse se certificar de que o animal não estava invadindo as casas dos vizinhos ou atravessando ruas muito movimentadas durante o dia. No entanto, o casal diz ter ficado impressionado com a beleza das fotografias de Cooper. Desde então, as fotos do animal já foram tema de duas exposições nos Estados Unidos, e são vendidas pela internet por até R$ 500.
O casal diz que o experimento, que já dura um ano, fez com que eles entendessem melhor as necessidades de seu animal de estimação. Observando as primeiras fotografias registradas pela câmera de Cooper, eles descobriram que o gato passava muito tempo esperando que os donos o deixassem entrar em casa, por causa da quantidade de imagens feitas da porta. "Quando descobrimos isso, instalamos uma entrada especial para ele na porta dos fundos. Na semana seguinte, ele já estava mais contente, porque tinha a liberdade de sair e voltar quando quisesse", diz Michael. "Ao mesmo tempo em que nos deixa vislumbrar o mundo dos gatos, a câmera também provou ser uma forma de comunicação válida." As fotografias de Cooper também chegaram às redes sociais. O gato tem mais de 12 mil fãs no Facebook.

quarta-feira, maio 04, 2011

Gilbert & George

.
Gilbert & George pegaram cartões postais e colaram sobre papel em uma determinada ordem. Eu gosto do resultado. Então eles fizeram uma exposição na White Cube, uma galeria de Londres. Claro que os trabalhos devem ter custado uma pequena montanha de libras. É importante destacar que esse tipo de trabalho não é novidade. Aloísio Magalhães criou os cartemas há décadas, utilizando cartões postais. Gil Vicente realizou, há pouco, sua própria interpretação dos cartemas, usando fotografias. De qualquer modo, cartões postais me atraem e são uma boa matéria-prima para muitas formas de expressão artística.
.

terça-feira, abril 26, 2011

quarta-feira, março 30, 2011

Shoreh Mehran

.
Óleo sobre tela de Shoreh Mehran, artista plástica iraniana, exposto na Bienal de Charjah, emirado vizinho a Dubai.
.

terça-feira, março 29, 2011

Poeira e pintura - Marcelo Coelho - FSP

O PIANISTA Claudio Arrau (1903-1991) acreditava que, para tocar bem um instrumento, o mais importante é estar com o corpo desimpedido. Entre a mente e os dedos, ele dizia, o fluxo deve ser o mais fácil possível, e a postura do músico precisa ser de total relaxamento. Essa ideia de fluidez, de ausência de obstáculos internos, anda me perseguindo. De outra coisa não falei nos artigos anteriores, sobre o rei gago do Oscar e sobre "Billy Budd", a novela de Herman Melville. Reencontro o mesmo tema numa obra completamente diferente. A pintura emana do intelecto. Se não se pinta com o punho livre, o resultado será uma pintura com falhas. Quem escreve isso é Shitao, príncipe de Jingjiang (1642-1707), um dos grandes mestres da pintura clássica chinesa. Ele continua. "O pincel corre à esquerda, à direita, em relevo, em profundidade, brusco e resoluto, interrompe-se abruptamente, alonga-se obliquamente, ora como a água, tomb ando para as profundezas, ora para o alto, como a chama, e tudo isso com naturalidade e sem o mínimo esforço." Se os movimentos do pincel imitam a água e o fogo, como diz Shitao, é porque, de certo modo, pintar "sem esforço" equivale ao ato de criar o mundo. O movimento do pincel não copia a forma externa dos objetos, mas refaz o "princípio ativo" que faz tudo surgir: florestas, bichos, mares, montanhas. Leio esses pensamentos, meio técnicos, meio místicos, no livro "As Anotações sobre Pintura do Monge Abóbora-Amarga", do belga Pierre Ryckmans, publicado agora no Brasil pela editora da Unicamp. Trata-se de uma tradução, coberta de muitos comentários, do tratado sobre pintura de Shitao. A edição brasileira, a cargo de Carlos Matuck e Giliane Ingratta, vem acompanhada de um "caderno de imagens", com reproduções de 20 obras célebres da pintura chinesa, entre elas "Atravessando a Torrente", "Bruma sobre a Minha Choupana" e "O Pescador sob a Falésia", do próprio Shitao. Este último quadro, com uma grande montanha feita de traços aguados de ocre e azul, não deixa de lembrar os estudos de Cézanne sobre a montanha Sainte-Victoire, pintados cerca de dois séculos depois. O jogo entre a água e as montanhas é tratado num dos mais belos capítulos do livro. Shitao começa distinguindo uma coisa e outra: "O Mar possui a rebentação imensa, a Montanha possui o recolhimento latente". Um e outro, contudo, podem confundir-se. "Com a superposição de seus cumes, a sucessão de suas falésias, seus vapores, seus orvalhos e suas brumas, a Montanha faz pensar nas arrebentações, nos sorvedouros e nas golfadas do Mar." Por sua vez, o Mar, "com suas profundezas, seu riso selvagem, suas miragens, baleias que saltam e dragões que se erguem", apropria-se das qualidades da Montanha. Poderia ser Proust falando da pintura de Elstir, personagem que se diz baseada em Claude Monet; o gênio desse art ista, lemos na "Busca do Tempo Perdido", estava em tratar uma planície com o vocabulário do oceano, ou as nuvens como se fossem de matéria vegetal... Sinais, diria Shitao, de uma unidade básica dentro da multiplicidade dos seres. Na percepção dessa unidade, e não em algum truque técnico, estaria o grande segredo do pintor. Que é também, claro, uma espécie de místico. Desde as primeiras páginas desse tratado teórico, trata-se de buscar o "Único Traço de Pincel", aquela unidade a partir da qual tudo deriva. Esse "traço único de pincel" pode ser entendido, mais prosaicamente, como o impulso criador que dá ordem e harmonia à obra, que faz da obra algo superior a uma colagem de pedaços separados, feitos individualmente. Mas é também, como sabe quem já xeretou o I Ching, um risco básico que, fragmentado e reordenado em inúmeras combinações, dá conta de todas as transformações. O Céu, cujas qualidades de "virtude", "silêncio ", "etiqueta" se revelam apenas plenamente na Montanha, é uma das várias formas que caberá ao pintor unificar. Desde que ele aperfeiçoe ao máximo suas capacidades de absorção, de visão do todo. Para isso, diz um dos capítulos finais do livro, precisamos ficar "longe da poeira", de tudo aquilo que nos turva o coração. Desintoxicar-se, esvaziar-se, "deixar as coisas seguirem as trevas das coisas e a poeira comprometer-se com a poeira": preceitos que cabem numa Quarta-Feira de Cinzas.

segunda-feira, março 21, 2011

A grande onda

.
“A grande onda fora de Kanagawa”, ou simplesmente “A onda” ou “A grande onda”, é uma das xilogravuras coloridas mais conhecidas do artista japonês Katsushika Hokusai (1760-1849). A obra faz parte da série chamada “Trinta e seis vistas do monte Fuji, e apesar da grande onda ocupar a maior parte da imagem, o monte aparece na xilo, obviamente, quase se confundindo com um pico de onda. Para quem gosta ou tem interesse por arte, essa onda de Hokusai é uma imagem icônica, muitas vezes encontrada nos livros de arte. Sendo assim uma imagem tão forte a respeito do Japão, ela foi naturalmente utilizada por diversos artistas, agora, para retratar a catástrofe japonesa do grande terremoto seguido tsunamis. Seguem algumas imagens que catei na rede.
.
.
.
.