quinta-feira, setembro 22, 2011

quarta-feira, setembro 21, 2011

London Underground

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London Underground bans Lou Reed and Metallica Album Artwork.


Metrô de Londres bane cartaz de disco de Lou Reed com Metallica

DE SÃO PAULO

O metrô de Londres baniu nesta terça (20) pôsteres do disco "Lulu", aguardada parceria entre o cantor Lou Reed e a banda Metallica, informa o semanário "New Musical Express". Segundo a administração do metrô, o cartaz promocional foi proibido porque seria muito parecido com grafite, estilo de arte urbana. O pôster mostra um manequim sem braços e com o nome do disco, aparentemente, escrito com sangue. "Lulu" será lançado no dia 31 de outubro e traz letras do ex-cantor da banda Velvet Underground inspiradas em peças do dramaturgo Frank Wedekind. Segundo o vocalista do Metallica, James Hetfield, as composições o fizeram chorar.

quarta-feira, setembro 07, 2011

sábado, setembro 03, 2011

O iconoclasta - Silas Martí - Folha de São Paulo


Em 1967, Nelson Leirner mandou um porco empalhado para um salão de arte em Brasília, e o bicho foi aceito pelos críticos como uma obra. Mais de 40 anos depois, o homem que se consagrou como iconoclasta da arte brasileira, com fama de apontar as bizarrices do meio em obras ácidas e irônicas, abre uma retrospectiva em São Paulo sem o malfadado animal. Enquanto o porco viaja para Bruxelas, onde será destaque no festival Europalia, deixa na Galeria de Arte do Sesi sua ausência sintomática, ressaltando os trabalhos que o próprio Leirner considera mais palatáveis ao mercado. "Minha obra continua crítica, mas a crítica não funciona mais", diz Leirner à Folha. "Ela foi engolida, a sociedade aprendeu a consumir o artista. Não tem como criticar sendo consumido. Todos nós viramos marca registrada." No caso, ele sabe que será sempre tachado de "irreverente, irônico e bem humorado". "Mas ninguém pensa que posso estar depri mido, que também tomo remédios todos os dias para dormir." Apesar da derrota do Corinthians no dia anterior à entrevista, Leirner não parecia triste. Ele está consciente e não esconde essa lucidez. "Tudo ficou pasteurizado, e eu tento alertar para isso no meu trabalho, como se dissesse: olhe, sinta", diz ele. "Só que nem eu mesmo sinto nada. Arte hoje é fabricada, tem que ter galeria, mercado e produzir, gerenciar, ser um pequeno industrial." Em 1966, Leirner fundou com Wesley Duke Lee e Geraldo de Barros uma galeria alternativa, a Rex, que tentava expor a insensatez programada do mercado de arte. Teve prejuízo retumbante e acabou com um "happening" em que as obras foram doadas a quem passasse pelo espaço. Agora, o artista conta que divide o que faz entre arte e hobby. Grande obra da mostra que abre na semana que vem, "Hobby" é um conjunto de 3.000 pequenos objetos fabricados por ele em momentos de tédio ou distração, noites vazias em quartos de hotel ou longos voos de avião.É mais uma estocada no seio da arte, meio que ele mesmo aprendeu a moldar a seu favor nos últimos 50 anos. No próximo dia 12, o Instituto Tomie Ohtake destaca essa experiência mostrando obras de Leirner ao lado de trabalhos de seus ex-alunos, como Leda Catunda, Iran do Espírito Santo e Dora Longo Bahia, todos hoje mais do que consagrados no mundinho.

NELSON LEIRNER

QUANDO abre 5/9, às 19h, no Sesi, e 12/9, às 20h, no Tomie Ohtake

ONDE Galeria de Arte do Sesi-SP (av. Paulista, 1.313, tel. 0/xx/11/ 3146-7405) e Instituto Tomie Ohtake (av. Brig. Faria Lima, 201, tel. 0/xx/11/2245-1900

QUANTO grátis

sexta-feira, setembro 02, 2011

Vânia Mignone

A Fuga - 2010 - acrílica sobre mdf - 90x90cm - políptico com 8 partes. 
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Vânia Mignone nasceu em Campinas, SP (1967). Gostei do trabalho dela que insiste na pintura como forma de contar uma história. Ou seja, é isso que penso que as pinturas dela fazem. E ainda mostram a força da pintura figurativa nesta época de artes que não contam história nenhuma.
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Ela, Vânia, escreve sobre si mesma:
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"O que me interessa é a PINTURA. Ver como se perpetua. Presto atenção em como a pintura continua contando segredos. Como mantém seu lugar entre as formas de expressão do mundo contemporâneo, como incorpora novas informações e se apresenta imprescindível. Gosto de quando a pintura deixa transparecer suas qualidades que são únicas: as camadas de tintas sobrepostas, escorridas, o peso da mão do artista. Procuro ser despojada em tudo. O colorido entra no trabalho como uma cor: o vermelho, o amarelo, o branco. As variações cromáticas, é engraçado, me fazem desviar a atenção e por isso as evito. O TRAÇO é preto, direto, delicado. Desenho puro. Contorna as formas, cria espaços com a perspectiva, delimita cores. Nos trabalhos feitos em partes, o que me agrada é a linha que surge, a DIVISÓRIA. Ela quebra o plano, embaralha o espaço e o tempo, transforma a imagem em algo dinâmico, em uma leitura não linear. As FIGURAS que faço são estereótipos. Não é esse homem ou essa mulher com determinadas características. É o homem, a mulher, apenas isso. Assim como uma xícara é uma xícara, uma cadeira é uma cadeira. Funcionam como ícones, simbolizam o que realmente são. As PALAVRAS entram tão naturalmente no trabalho como uma cor ou o desenho de um objeto. A quantidade de sílabas da palavra, sua pronúncia, tudo faz parte. Ela cria, juntamente com a cor e o desenho, uma tensão necessária que parece forçar o trabalho a vazar da parede."
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O site de Vânia Mignone é este aqui, mas lá as fotos dos trabalhos não são muito boas e não há, também, o tamanho de cada trabalho. Vânia Mignone está expondo na Mercedes Viegas Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro, de 03/09 a 01/10/2011.