domingo, julho 31, 2011
sexta-feira, julho 29, 2011
quarta-feira, julho 27, 2011
População de baixa renda consome arte em São Paulo
MARCIO AQUILES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Santos versus Peñarol, final da Libertadores no Pacaembu, zona oeste de São Paulo. Enquanto isso, no Bar do Zé Batidão, na Chácara Santana (zona sul), Rosilene da Costa Dorea, 38, lê seu poema "Intensidade".
Quem visse a camisa do Pelé autografada, em destaque na parede do bar, jamais imaginaria que, exatamente na hora do jogo, um sarau literário que acontece todas as quartas-feiras acolheria cerca de 300 pessoas assistindo à declamação.
"O Sarau da Cooperifa mudou a minha vida. Eu voltei a estudar e hoje escrevo poesia", diz Dorea.
As opções de acesso à cultura para a população de baixo poder aquisitivo espalham-se pela cidade por meio de eventos gratuitos, que desmistificam a ideia de que essas pessoas não consomem arte.
"Aqui era uma das zonas mais violentas de São Paulo. Estamos prestes a completar dez anos e hoje vem gente de toda parte para participar do nosso sarau", afirma o poeta e idealizador, Sérgio Vaz.
CINEMA EM PERUS
Outro exemplo de difusão cultural é a Comunidade Quilombaque, localizada em Perus (zona norte), bairro com alguns dos piores índices socioeconômicos da cidade.
A Quilombaque oferece cursos de música, artesanato, teatro e literatura, além de organizar festivais como o Mutirão Cultural na Quebrada e o Cinequilombo, promovidos em praça pública.
"Tem gente que sai daqui chorando, porque nunca tinha ido ao cinema", diz o coordenador do projeto, Clebio Ferreira de Souza, 26.
"Com o Cinequilombo, nós temos a ocupação da praça com arte, em vez de consumo de bebidas e drogas", afirma José Soró, 47.
RAP NO CENTRO
Já o ponto de cultura Periferia no Centro, localizado na Vila Buarque, organiza atividades como a Rinha dos MCs, o Sarau do Rap, o Suburbano no Centro e o Samba de Comunidade.
"Aqui não se vende bebida alcoólica, há um banheiro limpo, tem café. Tudo aquilo que nosso povo merece para ter o mínimo de dignidade", diz o músico Criolo, um dos organizadores da rinha - disputa de rappers com rimas improvisadas.
O vencedor da última disputa, Vinícius da Silva Maximino, 21, veio de Diadema, na Grande São Paulo, para participar do evento, que ocorre simultaneamente a oficinas de xadrez.
"Tem gente que fala: 'Puxa, eu odeio rap, mas gostei muito do xadrez'. Queremos que as pessoas levem algo de positivo para suas comunidades", completa Criolo.
Colaboraram LUCAS SAMPAIO, LUCIANO ABE e RAFAEL ZANATTO
sábado, junho 25, 2011
quarta-feira, maio 18, 2011
Amsterdam
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De 20 de maio até 5 de junho, estarei em Amsterdam. Sempre que possível, colocarei algumas fotos da viagem no meu blog Recife Daily Photo. Até a volta.
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De 20 de maio até 5 de junho, estarei em Amsterdam. Sempre que possível, colocarei algumas fotos da viagem no meu blog Recife Daily Photo. Até a volta.
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terça-feira, maio 17, 2011
Todd Mclellan
Eu encontrei os trabalhos de Todd Mclellan passeando pela rede. Há várias série de trabalhos em seu site, e estes ele denomina apenas de New Work. Ele desmonta objetos e organiza todas as peças em um tablado branco e faz a fotografia dessa organização. Há no site um slow-motion da execução do trabalho.
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sexta-feira, maio 13, 2011
Inge Jacobsen
Entre outras coisas de arte, essa moça costura em cima de capas de revistas. Eu adorei. Deu até vontade de aprender a fazer ponto de cruz para poder imitar a Inge. Eu encontrei as imagens do trabalho dela no Designboom e depois no próprio site da moça.
.Links: Designboom Inge Jacobsen
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domingo, maio 08, 2011
A arte é um ofício - Carlos Heitor Cony - FSP
CARLOS HEITOR CONY
A arte é um ofício
A arte é um ofício
ÀS VEZES perguntam sobre o que ando escrevendo. Para começar, não ando escrevendo. Quando sou obrigado a escrever, a primeira coisa que faço é não andar: fico parado diante do computador. Há que ganhar o leite das crianças e o meu próprio leite, nada mais do que isso.
Houve tempo em que cheguei a transar com roteiros, mas em ritmo amador, quebrando galhos aqui e ali, a pedido de produtores amigos.
Temos bons profissionais no gênero, gente escolada capaz de manter uma história por meses. Nunca foi o meu caso, meu estro curto e fatigado, embora roteiros de cinema e novelas tenham muitas vezes uma autoria coletiva. Nem sempre o autor é um Moisés que sobe a montanha, enfrenta a sarça ardente e volta com as tábuas da lei. Não é bem assim. A função e o mérito de escrever roteiros geralmente são coletivos -e bota coletivo nisso.
Tudo nasce de uma ideia. Alguns anos atrás, fui apresentado a Robert Wise. Ele estava dando uma entrevista a propósito de dois de seus sucessos, "The Sound of Music" e "West Side Story".
Perguntaram-lhe o que era mais importante num filme, e ele respondeu: "A ideia". O resto era resto. E contou uma historinha que revela como as coisas se passam num grande estúdio.
O produtor acorda e telefona para um banqueiro: "Você topa financiar um filme com Penélope Cruz no papel de carcereira de uma prisão de mulheres lésbicas? Uma delas é a Natalie Portman. O projeto vai custar US$ 120 milhões". O banqueiro topou.
Em seguida, o produtor liga para Penélope Cruz e Natalie Portman, que haviam pedido US$ 1 milhão para fazer qualquer filme. O produtor foi direto: "Vocês topam fazer um filme em que Penélope é carcereira e Natalia é uma das lésbicas encarceradas? Dois milhões para cada uma!".
As duas engasgaram, mas toparam. O produtor então telefona para seu assistente: "Tá tudo arranjado, já contratei Penélope Cruz e Natalie Portman por US$ 2 milhões cada uma, elas ficaram entusiasmadas. Agora, arranje um idiota que escreva esta história por US$ 5.000".
Pode parecer piada, mas as coisas funcionam assim mesmo. Um filme, uma produção teatral ou uma telenovela é um empreendimento econômico-cultural que exige um colegiado para tomar as decisões finais. Federico Fellini, que contagia com sua personalidade tudo o que faz, mesmo em seus filmes mais "pessoais" trabalhou com seis a oito roteiristas, entre os quais ele próprio.
Ingmar Bergman desde a mocidade montava a "A Flauta Mágica" nos teatros provincianos da Suécia. Sua estreia profissional foi em Estocolmo, no teatro Real, montando justamente a ópera de Mozart.
Depois foi fazer filmes, personalíssimos também, e já na virada dos 60 anos, decidiu filmar a ópera mozartiana. Está lá nos créditos do filme: são seis roteiristas (entre os quais o próprio Bergman) que trabalharam um roteiro velho de quase 200 anos, julgado em dois séculos como uma das mais fascinantes histórias do palco.
Pouco a pouco -é bom que se diga- começa a mudar essa mentalidade autoral. A telenovela -como o roteiro cinematográfico- é obra coletiva, de muitas cabeças e mãos, mais as mãos do que as cabeças.
Revi outro dia, na televisão, "The Big Sleep", um filmezinho meio idiota, com Humphrey Bogart no papel do detetive Marlowe. Os jornais noticiavam que o roteiro era de William Faulkner e fui conferir. Era. Só que havia mais três roteiristas ao lado de Faulkner. E, na certa, o que há de melhor no filme (o diálogo) não é de Faulkner: é exemplarmente antifaulkneriano.
O exemplo basta. William Faulkner foi um dos maiores romancistas do século 20, o maior fabulador do seu tempo. Proust, Joyce e Kafka foram mais espetaculares, mas a capacidade de criar, inventar a fábula (essência e função do romancista), teve nele a sua maior expressão.
Antes mesmo de ganhar o Nobel, Faulkner experimentou Hollywood, fez dois ou três roteiros que resultaram em filmes medíocres.
Na televisão, Faulkner teria de ser reescrito por cinco, seis roteiristas do ofício -gente humilde, que ganha pouco, mas pode transformar os versos do deputado Tiririca em sucesso e prêmio da Academia.
sexta-feira, maio 06, 2011
Desenho
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Desenho, Paulo Rafael, 20110502, esferográfica e corretor de textos sobre envelope de papel madeira, 20x28 cm, 2011.
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quinta-feira, maio 05, 2011
Gato fotógrafo
Gato 'tira fotos' do cotidiano com câmera no pescoço.
O gato Cooper, de 5 anos, tornou-se um "fotógrafo" conhecido graças a um experimento de seus donos. Com uma câmera automática, ajustada para disparar a cada 2 minutos, Cooper registra tudo o que vê durante o dia. As imagens mostram outros animais que Cooper encontra nas ruas, seus esconderijos favoritos e os lugares explorados pelo gato na vizinhança de sua casa, em Seattle, nos Estados Unidos.
Michael e Deirdre Cross, os donos do animal, dizem que a ideia os ajudou a conhecer melhor o dia a dia e as necessidades do gato. Segundo Michael, a ideia começou como um "experimento geográfico" para que o casal pudesse se certificar de que o animal não estava invadindo as casas dos vizinhos ou atravessando ruas muito movimentadas durante o dia. No entanto, o casal diz ter ficado impressionado com a beleza das fotografias de Cooper. Desde então, as fotos do animal já foram tema de duas exposições nos Estados Unidos, e são vendidas pela internet por até R$ 500.
O casal diz que o experimento, que já dura um ano, fez com que eles entendessem melhor as necessidades de seu animal de estimação. Observando as primeiras fotografias registradas pela câmera de Cooper, eles descobriram que o gato passava muito tempo esperando que os donos o deixassem entrar em casa, por causa da quantidade de imagens feitas da porta. "Quando descobrimos isso, instalamos uma entrada especial para ele na porta dos fundos. Na semana seguinte, ele já estava mais contente, porque tinha a liberdade de sair e voltar quando quisesse", diz Michael. "Ao mesmo tempo em que nos deixa vislumbrar o mundo dos gatos, a câmera também provou ser uma forma de comunicação válida." As fotografias de Cooper também chegaram às redes sociais. O gato tem mais de 12 mil fãs no Facebook.
quarta-feira, maio 04, 2011
Gilbert & George
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Gilbert & George pegaram cartões postais e colaram sobre papel em uma determinada ordem. Eu gosto do resultado. Então eles fizeram uma exposição na White Cube, uma galeria de Londres. Claro que os trabalhos devem ter custado uma pequena montanha de libras. É importante destacar que esse tipo de trabalho não é novidade. Aloísio Magalhães criou os cartemas há décadas, utilizando cartões postais. Gil Vicente realizou, há pouco, sua própria interpretação dos cartemas, usando fotografias. De qualquer modo, cartões postais me atraem e são uma boa matéria-prima para muitas formas de expressão artística.
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terça-feira, abril 26, 2011
domingo, abril 17, 2011
quarta-feira, março 30, 2011
Shoreh Mehran
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Óleo sobre tela de Shoreh Mehran, artista plástica iraniana, exposto na Bienal de Charjah, emirado vizinho a Dubai.
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terça-feira, março 29, 2011
Poeira e pintura - Marcelo Coelho - FSP
O PIANISTA Claudio Arrau (1903-1991) acreditava que, para tocar bem um instrumento, o mais importante é estar com o corpo desimpedido. Entre a mente e os dedos, ele dizia, o fluxo deve ser o mais fácil possível, e a postura do músico precisa ser de total relaxamento. Essa ideia de fluidez, de ausência de obstáculos internos, anda me perseguindo. De outra coisa não falei nos artigos anteriores, sobre o rei gago do Oscar e sobre "Billy Budd", a novela de Herman Melville. Reencontro o mesmo tema numa obra completamente diferente. A pintura emana do intelecto. Se não se pinta com o punho livre, o resultado será uma pintura com falhas. Quem escreve isso é Shitao, príncipe de Jingjiang (1642-1707), um dos grandes mestres da pintura clássica chinesa. Ele continua. "O pincel corre à esquerda, à direita, em relevo, em profundidade, brusco e resoluto, interrompe-se abruptamente, alonga-se obliquamente, ora como a água, tomb ando para as profundezas, ora para o alto, como a chama, e tudo isso com naturalidade e sem o mínimo esforço." Se os movimentos do pincel imitam a água e o fogo, como diz Shitao, é porque, de certo modo, pintar "sem esforço" equivale ao ato de criar o mundo. O movimento do pincel não copia a forma externa dos objetos, mas refaz o "princípio ativo" que faz tudo surgir: florestas, bichos, mares, montanhas. Leio esses pensamentos, meio técnicos, meio místicos, no livro "As Anotações sobre Pintura do Monge Abóbora-Amarga", do belga Pierre Ryckmans, publicado agora no Brasil pela editora da Unicamp. Trata-se de uma tradução, coberta de muitos comentários, do tratado sobre pintura de Shitao. A edição brasileira, a cargo de Carlos Matuck e Giliane Ingratta, vem acompanhada de um "caderno de imagens", com reproduções de 20 obras célebres da pintura chinesa, entre elas "Atravessando a Torrente", "Bruma sobre a Minha Choupana" e "O Pescador sob a Falésia", do próprio Shitao. Este último quadro, com uma grande montanha feita de traços aguados de ocre e azul, não deixa de lembrar os estudos de Cézanne sobre a montanha Sainte-Victoire, pintados cerca de dois séculos depois. O jogo entre a água e as montanhas é tratado num dos mais belos capítulos do livro. Shitao começa distinguindo uma coisa e outra: "O Mar possui a rebentação imensa, a Montanha possui o recolhimento latente". Um e outro, contudo, podem confundir-se. "Com a superposição de seus cumes, a sucessão de suas falésias, seus vapores, seus orvalhos e suas brumas, a Montanha faz pensar nas arrebentações, nos sorvedouros e nas golfadas do Mar." Por sua vez, o Mar, "com suas profundezas, seu riso selvagem, suas miragens, baleias que saltam e dragões que se erguem", apropria-se das qualidades da Montanha. Poderia ser Proust falando da pintura de Elstir, personagem que se diz baseada em Claude Monet; o gênio desse art ista, lemos na "Busca do Tempo Perdido", estava em tratar uma planície com o vocabulário do oceano, ou as nuvens como se fossem de matéria vegetal... Sinais, diria Shitao, de uma unidade básica dentro da multiplicidade dos seres. Na percepção dessa unidade, e não em algum truque técnico, estaria o grande segredo do pintor. Que é também, claro, uma espécie de místico. Desde as primeiras páginas desse tratado teórico, trata-se de buscar o "Único Traço de Pincel", aquela unidade a partir da qual tudo deriva. Esse "traço único de pincel" pode ser entendido, mais prosaicamente, como o impulso criador que dá ordem e harmonia à obra, que faz da obra algo superior a uma colagem de pedaços separados, feitos individualmente. Mas é também, como sabe quem já xeretou o I Ching, um risco básico que, fragmentado e reordenado em inúmeras combinações, dá conta de todas as transformações. O Céu, cujas qualidades de "virtude", "silêncio ", "etiqueta" se revelam apenas plenamente na Montanha, é uma das várias formas que caberá ao pintor unificar. Desde que ele aperfeiçoe ao máximo suas capacidades de absorção, de visão do todo. Para isso, diz um dos capítulos finais do livro, precisamos ficar "longe da poeira", de tudo aquilo que nos turva o coração. Desintoxicar-se, esvaziar-se, "deixar as coisas seguirem as trevas das coisas e a poeira comprometer-se com a poeira": preceitos que cabem numa Quarta-Feira de Cinzas.
segunda-feira, março 21, 2011
A grande onda
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“A grande onda fora de Kanagawa”, ou simplesmente “A onda” ou “A grande onda”, é uma das xilogravuras coloridas mais conhecidas do artista japonês Katsushika Hokusai (1760-1849). A obra faz parte da série chamada “Trinta e seis vistas do monte Fuji, e apesar da grande onda ocupar a maior parte da imagem, o monte aparece na xilo, obviamente, quase se confundindo com um pico de onda. Para quem gosta ou tem interesse por arte, essa onda de Hokusai é uma imagem icônica, muitas vezes encontrada nos livros de arte. Sendo assim uma imagem tão forte a respeito do Japão, ela foi naturalmente utilizada por diversos artistas, agora, para retratar a catástrofe japonesa do grande terremoto seguido tsunamis. Seguem algumas imagens que catei na rede.
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terça-feira, fevereiro 22, 2011
Painted bronze / Bronze pintado
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This artwork is named "Painted bronze", wood and plastic painted, 20 x 20 x 8 cm. More images here.
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segunda-feira, fevereiro 21, 2011
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Richard Diebenkorn (1922 - 1993)
(Berkeley n. 52 - 1955 - 149 x 137 cm - oil on canvas)
.What I like about the artworks of Diebenkorn: the colors, the color's domain and the apparent easiness with he moved himself from landscape to figure and to abstraction. (You can see I love the expressionism abstract, Kline, Pollock, de Kooning. Diebenkorn). The figures and landscapes of Diebenkorn seems to me they are abstract paintings in its essence, and his abstract paintings seems landscapes in turn.
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O que gosto em Diebenkorn: as cores, o domínio da cor e a aparente facilidade com que ele passa da paisagem para a figura e para a abstração. Dá para notar que eu adoro o expressionismo abstrato, Kline, Pollock, de Kooning, Diebenkorn... Em Diebenkorn, me parece que as figuras e paisagens são já abstratas em sua essência, e em seus trabalhos abstratos, vejo paisagens.
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(Seated figure with hat - 1967 - 152 x 152 cm - oil on canvas)
(Seated nude - 1966 - 84 x 60 cm - charcoal on paper)
terça-feira, fevereiro 15, 2011
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Jasper Johns (1930)
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Um dos meus artistas favoritos é Jasper Johns (nascido em 1930). Claro, são muitos meus artistas favoritos, como também são muitos os detestados. E uma das obras de Jasper Johns de que mais gosto é esta que se chama "Painted Bronze (Ballantine Ale)", feita em bronze pintado, em 1960, medindo 14 x 20 x 12 cm. Primeiramente, é bom perceber que não são duas latas de cerveja colocadas sobre uma base, são dois cilindros de bronze, pintados, representando duas latas de cerveja. Observe-se que as latas não estão coladas à base, estão soltas e poderiam ser pegas. Uma das latas é um cilindro sólido (uma lata de cerveja ainda fechada) e a outra é um cilindro vazio pois representa uma lata aberta. Johns pensava que as pessoas poderiam pegar as latas e sentir a diferença de peso. É claro que o museu hoje não vai deixar ninguém tocar nas peças. Parece que Johns gostava do sabor da cerveja Ballantine Ale, embora não fosse um alcoólico como muitos dos artistas da mesma época, de Kooning e Pollock entre eles. Diz uma das lendas sobre a origem desse trabalho que Willem de Kooning disse que Leo Castelli (dono de galeria e negociante de arte) venderia até duas latas de cerveja se isso fosse arte. Daí que Johns pensou: que maravilhosa idéia para uma escultura. É interessante ainda saber que Johns fez uma série de desenhos e de gravuras usando o mesmo tema das duas latas de Ballantine Ale.
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domingo, fevereiro 13, 2011
Our lady of milk n.1
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For some time I am interested in all images of Our Lady of Milk. My interest stems to the breast exposure of our ladies and to the obvious eroticism contained in such depictions. From this interest, I produced my own representation of the goddess of milk. The artwork consists of a group of pictures that records the action of to wet and manipulate the goddess in her own abundant milk. As I intend to do other artworks within the theme, I called this sequence of pictures of Our Lady of milk No. 1. To see all the photos that make up the artwork, click here.
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Há algum tempo me interessa toda a iconografia relativa às diversas deusas denominadas "nossas senhoras do leite" mundo afora. Meu interesse deriva, em grande parte, da exposição do seio ou mesmo ambos os seios das nossas senhoras e do evidente erotismo envolvido na representação de uma deusa que alimenta com leite, que dá leite de seu próprio peito aos seus seguidores.A partir desse interesse, produzi agora a minha própria e primeira representação dessa deusa do leite, na qual a deusa se banha, submerge, se afoga, se alimenta do excesso de seu líquido doado. O trabalho é composto por um grupo de fotos que registra a ação de molhar e manipular a deusa em seu leite. Como pretendo fazer outros trabalhos dentro do tema, chamei essa sequência de fotos de "Nossa senhora do leite n° 1". Para ver todas as fotos que compõem o trabalho, clique aqui.
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sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Joan Mitchell (1925 - 1992)
Joan Mitchell - Piano Mécanique - 1958 - 198 x 325 cm - oil on canvas.
These two paintings of Joan Mitchell belongs to National Gallery of Art, Washington DC. For long time, I did not like abstract art. Or I did not know to look, to appreciate abstract art. Today, I like very much, especially Abstract Expressionism of USA. But I hate, for example, Kandinsky.
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The first time I heard of Joan Mitchell was on the book by Alberto Manguel, "Reading Pictures". Despite the smallness and poor print quality of photos in the book, I liked her works. The first time I saw a painting of Joan Mitchell in front of me was at the Tate Modern. I stayed enjoying it.
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Mitchell make huge paintings. The two that stand here, look: one measures 198 x 325 cm and the other measures 280 x 400 cm. That is, realizes you, both are taller than the height of an ordinary person. I notice that in the abstraction of Mitchel, in her nervous brush marks, we can read many stories. I see in the paintings of Joan Mitchell the colors and spots and brush marks and drips of paint, all that has coherence and harmony.
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Durante algum tempo, eu não gostava de arte abstrata. Ou eu não sabia olhar, apreciar a arte abstrata. Hoje, eu gosto de muita gente que fez arte abstrata, em especial o expressionismo abstrato norte-americano. Mas continuo detestando Kandinsky.
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A primeira vez que ouvi falar de Joan Mitchell foi no livro de Alberto Maguel, "Lendo Imagens". Apesar da pequenez e da baixa qualidade da impressão das fotos no livro, gostei do trabalho dela. A primeira vez que vi um quadro ao vivo de Joan Mitchell foi na Tate Modern. Continuei gostando.
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Para quem vê quadros em livros - como o primeiro de Mitchell que vi - e para quem vê quadros aqui ou na internet, em sites de museus e galerias, a primeiríssima coisa a fazer é observar qual o verdadeiro tamanho da obra. Ao saber o tamanho, tente imaginar a obra perto de uma pessoa para que se possa ter uma noção do tamanho real.
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Mitchell, por exemplo, faz quadros enormes. Esses dois que coloco aqui, veja só: um mede 198 x 325 cm e o outro mede 280 x 400 cm. Ou seja, note bem, ambos são maiores que a altura de uma pessoa comum. São obras imensas que necessitamser vistas ao vivo, com a gente se aproximando e se afastando para poder tentar absorver sua grandiloquência.
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Por fim, observe que no abstracionismo de Mitchel, nas marcas nervosas de pincel que ela arrasta na tela, a gente pode ler muitas histórias. Eu vejo nos quadros de Joan Mitchell que as cores e as manchas e as marcas de pincel e os escorrimentos de tinta, tudo isso tem coerência e harmonia.
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Essas duas pinturas de Joan Mitchell fazem parte do acervo da National Gallery of Art de Washington.
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quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Gabrielle d'Estrée
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This is one of the artworks that I love. I think this painting combines eroticism and mystery. I do the same questions when I see it, why the two are bathing together? why one gets the nipple of the other? The painting is "Gabrielle d'Estrée and one of her sisters, " anonymous author of School of Fontainebleau. Gabrielle was mistress of King Henri IV. The picture belongs to the Louvre. Gabrielle is right in the picture, she and her sister are in the bath. The red curtains are open - as in a theater - so we can admire the two. The museum considers this one of the most unusual artworks of Western painting. It is said that the symbolism contained in this work is complex and full of puzzles, but the museum believes the painting may announce that Gabrielle was pregnant with a bastard son of the king. I really like the painting, even by its artificiality, by its riddles, by its eroticism contained in the act of getting the nipple, by the color of the skin and by the small and round breasts.
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quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Humanum est
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Sexuality is presented in images since our primate ancestors started to scribble in caves walls. We find sex images in all civilizations, from the most remote. Caves dwellers, Egyptians, Greeks and Romans, among many others, produced sexual imagery. But it is not common to find these images. In general, museums hides these pieces and only rarely exhibit them. Image above is graved in a Greek vase from 480 BC - probably used as a cup, but bigger than our cups of nowadays. There are two inscriptions in the image, in Greek of course. One says: "the girl is pretty", and another says "hold still". The piece of pottery measures 8 cm height with a 22 cm of diameter. This beautiful piece belongs to the Museum of Fine Arts, Boston.
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A sexualidade é representada em imagens desde que nossos ancestrais primatas começaram a rabiscar nas paredes das cavernas. Encontramos representações do sexo em todas as civilizações, desde as mais remotas. Habitantes das cavernas, egípcios, gregos e romanos, entre muitos outros, produziram imagens sexuais. Mas não é muito comum encontrar essas imagens. Em geral, os museus escondem esse acervo e apenas o exibem raramente. A imagem acima está presente em um vaso grego de 480 aC - provavelmente utilizado como copo, porém bem maior que nossas xícaras atuais. Há duas inscrições na imagem, em grego obviamente. Um delas diz: "a garota é bonita", e a outra diz "ainda abraçados". A peça, em cerâmica, mede cerca de 8cm de altura com diâmetro de 22cm. Essa belíssima peça pertence ao Museum of Fine Arts de Boston.
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
Work in progress
Alguns trabalhos recentes e que talvez ainda se modifiquem. O da direita me parece terminado, o de fundo preto está em andamento, o da esquerda tenho dúvidas se está pronto.
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Trabalho recente / Recent artwork
Este é um trabalho dos mais recentes. É um trabalho em técnica mista; utilizei pastel óleo e tinta acrílica sobre papelão (o papelão faz parte de um lote que encontrei jogado no lixo, na rua do atelier). Não medi ainda o tamanho, mas é algo em torno de 80 x 60 cm.
Hoje, além de trabalhar no atelier - no final da tarde - voltei de Garanhuns, de motocicleta. Uma boa viagem, com belas paisagens, algum chuvisco. Parei algumas vezes para fazer fotos e para esticar as pernas.
......
This is an artwork of the most recents. It is a artwork in mixed media, I used oil pastel and acrylic ink on cardboard (the cardboard is part of a plot that I found thrown in the trash in the street of the studio). I did not measure the size still, but it is something around 80 x 60 cm.
Today, besides working in the studio - in the late afternoon - i gone back Garanhuns, by motorcycle. A good trip with beautiful scenery, some drizzle. I stopped a few times to take pictures and to stretch my legs.
sexta-feira, janeiro 28, 2011
Plágio - que cara de pau!
Vejam só que sacanagem que esse alemão fez: copiou igualzinha a ilustração da capa de um disco de Erasmo Carlos. Segue a notícia da Folha de São Paulo.
..28/01/2011 - 13h06
Ilustrador de capa de Erasmo quer processar alemão por plágio
DE SÃO PAULO
O ilustrador José Luiz Benício, mais conhecido como Benício, 74, tomou um susto na última quarta-feira quando foi avisado, pela internet, de que a capa que desenhou para o disco "Amar Pra Viver ou Morrer de Amor", de Erasmo Carlos, em 1982, foi plagiada na Alemanha.
"Faço parte de um grupo de ilustradores na internet e eles que viram. Já coloquei uma advogada para correr atrás disso e ver o que pode ser feito. Minha intenção é fazer um acordo", disse Benício à Folha.
O acusado de plágio é o MC alemão Morlockk Dilemma, cuja capa do álbum "Circus Maximus", que será lançado oficialmente em fevereiro, é praticamente igual à capa desenhada por Benício nos anos 1980.
"Não posso deixar isso acontecer. É um absurdo, ele copiou exatamente a mesma capa que eu desenhei, o fundo, é tudo igual, a essência é a mesma, só mudou a cabeça do cara", diz o ilustrador.
Benício é um dos ilustradores mais importantes do país. Ele ficou famoso nos anos 1960 após fazer ilustrações para revistas e cartazes de filmes, principalmente pornochanchadas. É dele o icônico cartaz do filme "A Super Fêmea", com Vera Fischer, nos anos 1970.
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terça-feira, janeiro 25, 2011
Alonso Cano (1601-1667)
Fiquei encantado com essa pintura de Alonso Cano desde a primeira vez que a vi. Isto aconteceu - há alguns anos atrás - no Museu do Prado, Madri, onde a pintura se encontra atualmente. Alonso Cano viveu de 1601 a 1667. Esta pintura representa São Bernardo recebendo um jato de leite do peito de Maria em sua boca.
Motivos do meu encantamento:
- gosto de ver peito;
- gosto de ver o peito de Maria - algo aparentemente tão sagrado e tão repetidamente representado na pintura e na escultura sacra;
- gosto da pontaria da virgem que acerta a boca de Bernardo a uma grande distância;
- gosto da forma como Cano pintou o trajeto branco e fino do leite atravessando toda a tela (eu olhei bem de pertinho).
Inclusive, meu amigo e artista Nino Ferreira está pintando uma pintura (!) na qual uma mulher lança um jato (de saliva? de mijo?) na direção de um dragão, o que me fez pensar mais uma vez no querido quadro de Cano. Depois, se Nino permitir, trarei foto da pintura ninesca.
Ainda no tema do peito de Maria, veja que bela imagem da Virgen de la Leche y Buen Parto que é venerada em Manila, Filipinas. Me encantou a veracidade desse peito, desse bico.
(I stayed enchanted with this painting by Alonso Cano from the first time I saw it. This happened - a few years ago - in the Prado Museum, Madrid, where painting is nowadays. Alonso Cano lived from 1601 to 1667. This painting represents St. Bernard getting a milk jet from Mary's breast in his mouth.
Reasons of my delight:
- I like to see breast;
- I like to see the breast of Mary - something so sacred and so often depicted in religious paintings and sculptures;
- I like the virgin's aim that hits the mouth of St. Bernard at a great distance;
- I like the way how Cano painted the milk's trajectory, white and thin, across of whole screen (I looked very closely).
In present time, my friend and artist Nino Ferreira is painting a painting (!) in which a woman throws a jet (saliva? piss?) in direction of a dragon, which got me thinking once again in Cano's painting. Then, if Nino to permit, I will bring a photo of the "ninesca" painting.
Also on the topic of Mary's breast, see that beautiful image of the "Virgen de la Leche y Buen Parto" who is venerated in Manila, Philippines. I was enchanted with truth of this breast, of this nozzle.)
(Please, sorry my bad english)
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segunda-feira, janeiro 24, 2011
748.600 e outras notícias de arte
(artwork by Cildo Meirelles)
748.600
Exposição no Paço das Artes em São Paulo: chama-se 748.600, que foi a quantidade de dinheiro que se conseguiu de patrocínio. Uma exposição que tem um preço como título. No caso, os R$ 748.600 captados para financiar esse projeto. Toda a mostra parece uma alegoria do que se propõe a discutir, a relação entre os artistas e o dinheiro que suas obras movimentam.
QUANDO abertura amanhã, às 15h; ter. a sex., 11h30 às 19h; sá b. e dom., 12h30 às 17h30
ONDE Paço das Artes (av. da Universidade, 1, tel. 0/xx/11/ 3814-4832)
QUANTO grátis
QUANDO abertura amanhã, às 15h; ter. a sex., 11h30 às 19h; sá b. e dom., 12h30 às 17h30
ONDE Paço das Artes (av. da Universidade, 1, tel. 0/xx/11/ 3814-4832)
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676 APARIÇÕES DE KILLOFFER
As desventuras psicológicas do cartunista francês Patrice Killoffer são narradas numa HQ quase sem quadrinhos, em painéis de página inteira. As "676 aparições" que dão nome à obra desenham um autorretrato tão lúgubre e autodestrutivo quanto fascinante.
Leya Cult | Trad. Maria Clara Carneiro | 48 págs. | R$ 39,90
BLOG DO IMS
Leya Cult | Trad. Maria Clara Carneiro | 48 págs. | R$ 39,90
BLOG DO IMS
O Instituto Moreira Salles inaugura blog com notícias, artigos e vídeos. Na estreia, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro fala sobre imagens indígenas de Maureen Bisilliat e Marc Ferrez; o crítico Davi Arrigucci Jr. escreve sobre uma tela de Ismael Nery. Na seção "Desentendimento", André Singer e José Arthur Giannotti debatem o lulismo, com mediação de Mário Sergio Conti.
blogdoims.com.br
FIM DE PARTIDA
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FIM DE PARTIDA
Tatiana Blass mostra esculturas de cera que ocupam o lugar dos atores na peça de Samuel Beckett (1906-89), recém-editada pela Cosac Naify. Durante as seis semanas de exposição, os quatro personagens derreterão sob a luz dos refletores, "encenando seu próprio desaparecimento", segundo a artista.
CCBB | RJ | De 25/1 a 6/3
CCBB | RJ | De 25/1 a 6/3
domingo, janeiro 23, 2011
Tatiana Blass
Eu gosto de algumas obras de Tatiana Blass, e gosto principalmente do modo como ela está conseguindo evoluir e manter uma carreira sólida nesse campo dificílimo da arte. Mas - sem ter visto a obra, claro - não gosto da instalação-escultura que vai ser exposta no CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil - do Rio de Janeiro. São esculturas de cera que ocupam o lugar dos atores de uma peça de Samuel Beckett e que, durante as seis semanas de exposição, derreterão sob a luz dos refletores. Isso me parece um tipo de idéia de arte que já foi bastante explorado, o objeto que se desfaz, as frutas em gaiolas que vão apodrecendo. Isso me parece, ainda, como muita obra de arte - em museus do mundo todo - que se assemelham a um bocado de restos que os pedreiros de alguma reforma deixaram por ali. Quando passo por obras assim, me dá vontade de mandar algum faxineiro limpar. E apesar da boa idéia, o que restará dessa obra de Tatiana? Restos de cera, lixo.
Para acessar o site de Tatiana Blass clique aqui.
Para acessar o site do Centro Cultural Banco do Brasil (RJ) clique aqui.
(I like some artworks of Tatiana Blass, and especially I like how she is managing to evolve and maintain a solid career. But - without having seen this artwork, of course – I do not like the installation-sculpture that it will be exposed in CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil - Rio de Janeiro. It are wax sculptures that take place of actors in a play by Samuel Beckett, and that during the six weeks of exposure, it will are to melt under the spotlight. It seems to me a kind of art idea that has been widely explored, the object that falls apart, the fruit will rot in the cages. This seems to me, yet, like many artworks - in museums around the world - that resemble debris that some reform left there. I feel desire to send a janitor clean that. And despite the good idea, what will remain of this work of Tatiana? Remains of wax, garbage.)
(I like some artworks of Tatiana Blass, and especially I like how she is managing to evolve and maintain a solid career. But - without having seen this artwork, of course – I do not like the installation-sculpture that it will be exposed in CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil - Rio de Janeiro. It are wax sculptures that take place of actors in a play by Samuel Beckett, and that during the six weeks of exposure, it will are to melt under the spotlight. It seems to me a kind of art idea that has been widely explored, the object that falls apart, the fruit will rot in the cages. This seems to me, yet, like many artworks - in museums around the world - that resemble debris that some reform left there. I feel desire to send a janitor clean that. And despite the good idea, what will remain of this work of Tatiana? Remains of wax, garbage.)
terça-feira, janeiro 18, 2011
Robert Campin
Estou relendo trechos do livro “Lendo imagens”, de Alberto Manguel. Um bom livro, embora algumas das imagens escolhidas por ele para analisar não tenham – imho – qualidade e importância bastante. Entretanto, a análise dele enriquece o meu conhecimento sobre arte. Peguei esse livro para dar uma olhada de novo pois, em uma das minhas visitas à National Gallery, Londres, encontrei sem querer um dos quadros analisados por Manguel. É a “Virgem e o menino à frente de um guarda-fogo”, feito em torno de 1440 por um discípulo de Robert Campin. Eu gostava do quadro na reprodução do livro e gostava da análise de Manguel – vale a pena lê-la – e fui surpreendido quando me virava para sair de uma sala da NG e me deparei frente a frente com esse quadro. Momento único. A análise que Manguel faz do quadro é um primor. Segue uma imagem do quadro.
sábado, janeiro 15, 2011
Eric Poitevin
Na recente viagem à Paris, revisitei a rue Quincampoix pois é uma das ruas que mais gosto na cidade. Qualquer um que vá até lá ou que a conheça diria que é uma ruazinha - bem estreita - sem nada demais. Porém, a Quincampoix tem muitas galerias de arte - e das boas galerias com arte boa, imho. Por isso que repito a visita sempre que posso.
Dessa vez, fiquei bastante bem impressionado com as fotografias de Eric Poitevin, expostas na Galerie Nelson Freeman. Penso até que me repito escrevendo isso: arte - para mim - é "eu gosto disso" ou "eu não gosto disso". Qualquer explicação-zinha a mais é mera elucubração, teoria, tentativa, talvez até sensaboria. Então, eu gostei muito das fotos de Eric. A maior parte delas, fotografias de pessoas comuns nuas. Nada disso de modelos, corpos perfeitos, nada de photoshop ou phodashop. São corpos em sua integralidade de carne humana. Corpos com velhice, preguinhas, gordurinhas, marcas, assimetrias.
Resta falar que a Galerie Nelson Freeman é muito bacana para se ver - se expor - arte. Minimalista, paredes brancas, nada para interromper a fruição - se houver.
As duas fotos que seguem, peguei do site da Nelson Freeman pois não fotografei quando estava lá. As fotos, é claro, não refletem corretamente a sensação de estar na frente das enormes fotos de Eric Poitevin.
sexta-feira, janeiro 14, 2011
Canaletto
(peguei as imagens deste post na internet)
quando estive em london london recentemente, a national gallery estava (e ainda está) apresentando uma exposição de pinturas de canaletto (1697 - 1768).
canaletto foi um pintor que se notabilizou por suas pinturas da paisagem urbana de veneza. as imagens que coloquei acima não se aproximam do que é ver um canaletto de pertinho. é incrível o detalhamento da arquitetura e das pessoas nos quadros dele.
eu já gostava de canaletto antes, de ver nos livros de arte. e já havia visto uns poucos canalettos no louvre. então, não poderia faltar nessa exposição em londres.
só que a national gallery fez a exposição chamando-a de canaletto e seus rivais. entao, cada uma das seis salas mostrava quadros de canaletto e quadros semelhantes de algum dos seus rivais. explique-se canaletto teve tanto sucesso com sua pintura que foi muito imitado - inclusive seus rivais vendiam alguns quadros como se fossem de canaletto.
o que acontece é que em qualquer das salas da exposiçao, a gente vê claramente qual quadro é um canaletto e qual não é. canaletto tem um brilho na sua pintura que a torna inconfundível. e a gente que estava lá só se interessava mais pelos canalettos, claro.
os rivais de canaletto perdem feio dele.
daí que a national gallery convidou o ben johnson que também faz - atualmente - pinturas de paisagens urbanas. cidades como liverpool e zurich já foram retratadas por ben johnson. e ele está trabalhando na national gallery para que a gente comum possa ver o desenvolvimento de um trabalho dele. e há alguns quadros dele expostos lá também.
e o que acontece é que ben johnson perde feio para canaletto. em ben johnson vemos uma pintura técnica, perfeita, sem marca de pincel, sem curiosidade, sem anedotas, sem pessoas. uma pintura absolutamente fria, certamente muito inferior ao trabalho de canaletto.
é isso, canaletto surpreende sempre, em cada janela, em cada barco, em cada gôndola que faz, na representação das multidões, onde cada cabeça tem seus traços executados na pintura. um canaletto tem que se ver de longe e depois de muito perto, para conseguir pegar um pouquinho da magistral execução da pintura.
a seguir, uma imagem de quadro de ben johnson que representa liverpool.
terça-feira, novembro 16, 2010
basquiat
Quadro de Basquiat é rabiscado em Paris. (li em algum site de notícias por aí...)
Foram descobertos rabiscos, feitos provavelmente por um visitante, na obra "Cadillac Moon 1981", de Jean-Michel Basquiat, em exposição no Museu de Arte Moderna de Paris desde outubro. Em maio, foram furtadas do mesmo museu telas de Picasso, Matisse, Braque, Léger e Modigliani.
segunda-feira, novembro 08, 2010
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